O que é pterígio?

 

O pterígio é uma massa de cor avermelhada, triangular e elevada, que progride da conjuntiva em direção à córnea. Em termos médicos é uma proliferação fibrovascular do tecido conjuntival.

O pterígio é câncer?

O pterígio não é câncer, no entanto existem alguns tumores com características semelhantes, por isso um acompanhamento com oftalmologista é necessário para o diagnóstico diferencial.

Quem está predisposto?

Principalmente as pessoas expostas aos raios ultra-violeta, calor intenso(fornos industriais), produtos químicos e microtraumas (como andar de motocicleta com viseira aberta, vento ou poeira em excesso). 

A luz artificial também é uma causa do pterígio?

Sim, uma vez que a radiação emitida pela luz fluorescente é também ultra-violeta. As outras lâmpadas não.

Em que idade é mais comum o surgimento do pterígio?

O pterígio geralmente tem um pico de incidência entre as segunda e terceira décadas de vida, mas também pode ocorrer em qualquer outra fase.

Quais são as complicações do pterígio?

Primeiro ele causa sintomas de ardor, fotofobia, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e vermelhidão nos olhos. Ele pode diminuir a visão em função da alteração na curvatura da córnea que pode induzir (o astigmatismo), ou ainda ocluir o eixo da visão.

 

Quais as formas de tratamento?

Se o pterígio for pequeno e com poucos sintomas, o tratamento pode ser clínico (com colírios). Caso esteja diminuindo a visão ou atrapalhando a distribuição da lágrima e causando inflamação, o tratamento é cirúrgico.

 

Quais são os tratamentos cirúrgicos e qual o melhor?

Existem diversas técnicas cirúrgicas, as mais antigas com altas taxas de recidiva como simples exérese ou aproximação conjuntival com recorrência de 30 a 70%

As técnicas de escolha hoje são:

Exérese com rotação de enxerto conjuntival: Faz-se a retirada do pterígio e retira-se tecido conjuntival sadio para funcionar como barreira para nova proliferação de pterígio, tendo baixas taxas de recorrência (2 a 10%) e bom resultado estético. Para tal efeito pode-se utilizar suturas e adesivos teciduais. A vantagem do adesivo tecidual é melhor aspecto estético, maior conforto no pós-operatório, menor inflamação e não há necessidade de retirada de suturas.

Exérese com aplicação de mitomicina: É um método bastante eficaz, com taxas de recorrências baixas também. A mitomicina é um agente antimitótico, diminuindo a resposta fibrovascular e diminuindo a recorrência do pterígio. Como a mitomicina pode gerar complicações em raros casos, normalmente é utilizada em casos de recorrência do pterígio.

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PTERÍGIO

 

O que é pterígio?

 

O pterígio é uma massa de cor avermelhada, triangular e elevada, que progride da conjuntiva em direção à córnea. Em termos médicos é uma proliferação fibrovascular do tecido conjuntival.

O pterígio é câncer?

O pterígio não é câncer, no entanto existem alguns tumores com características semelhantes, por isso um acompanhamento com oftalmologista é necessário para o diagnóstico diferencial.

Quem está predisposto?

Principalmente as pessoas expostas aos raios ultra-violeta, calor intenso(fornos industriais), produtos químicos e microtraumas (como andar de motocicleta com viseira aberta, vento ou poeira em excesso). 

A luz artificial também é uma causa do pterígio?

Sim, uma vez que a radiação emitida pela luz fluorescente é também ultra-violeta. As outras lâmpadas não.

Em que idade é mais comum o surgimento do pterígio?

O pterígio geralmente tem um pico de incidência entre as segunda e terceira décadas de vida, mas também pode ocorrer em qualquer outra fase.

Quais são as complicações do pterígio?

Primeiro ele causa sintomas de ardor, fotofobia, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e vermelhidão nos olhos. Ele pode diminuir a visão em função da alteração na curvatura da córnea que pode induzir (o astigmatismo), ou ainda ocluir o eixo da visão.

 

Quais as formas de tratamento?

Se o pterígio for pequeno e com poucos sintomas, o tratamento pode ser clínico (com colírios). Caso esteja diminuindo a visão ou atrapalhando a distribuição da lágrima e causando inflamação, o tratamento é cirúrgico.

 

Quais são os tratamentos cirúrgicos e qual o melhor?

Existem diversas técnicas cirúrgicas, as mais antigas com altas taxas de recidiva como simples exérese ou aproximação conjuntival com recorrência de 30 a 70%

As técnicas de escolha hoje são:

Exérese com rotação de enxerto conjuntival: Faz-se a retirada do pterígio e retira-se tecido conjuntival sadio para funcionar como barreira para nova proliferação de pterígio, tendo baixas taxas de recorrência (2 a 10%) e bom resultado estético. Para tal efeito pode-se utilizar suturas e adesivos teciduais. A vantagem do adesivo tecidual é melhor aspecto estético, maior conforto no pós-operatório, menor inflamação e não há necessidade de retirada de suturas.

Exérese com aplicação de mitomicina: É um método bastante eficaz, com taxas de recorrências baixas também. A mitomicina é um agente antimitótico, diminuindo a resposta fibrovascular e diminuindo a recorrência do pterígio. Como a mitomicina pode gerar complicações em raros casos, normalmente é utilizada em casos de recorrência do pterígio.